Di Grassi Encerra Carreira de Piloto Após 32 Anos de Pista

Di Grassi Encerra Carreira de Piloto Após 32 Anos de Pista

Lucas Di Grassi encerrou neste domingo (16), em Londres, sua trajetória como piloto profissional. Aos 42 anos, o brasileiro disputou sua última rodada dupla pelo Mundial de Fórmula E, categoria que ajudou a construir desde os bastidores e que marcou a fase mais vitoriosa de sua carreira. A despedida reuniu, além do paddock e da torcida, as duas pessoas mais próximas de sua jornada: Vito e Leo, pai e filho do piloto.

O automobilismo sempre ocupou um espaço central na vida de Di Grassi, e não por acaso o esporte a motor segue conquistando públicos cada vez mais diversos, incluindo fãs que também acompanham o universo dos esportes eletrônicos, onde plataformas como a que oferece apostas dota 2 têm ampliado o interesse por competições de alta performance. Foi em 1994, no Kartódromo de Itu, que o então garoto de 10 anos disputou sua primeira corrida oficial. Dali em diante, consolidou-se como um dos maiores talentos do continente, somando títulos nacionais e internacionais ainda na categoria de base.

A ascensão internacional

Em 2002, Di Grassi foi vice-campeão brasileiro de Fórmula Renault. No ano seguinte, terminou em segundo lugar na Fórmula 3 Sul-Americana, resultado que abriu portas para o exterior. O ápice dessa fase veio com o título mundial de Fórmula 3, conquistado no tradicional GP de Macau - prova que já teve nomes como Ayrton Senna e Michael Schumacher entre seus vencedores. Naquela edição, Di Grassi dividiu o pódio com Robert Kubica e Sebastian Vettel, futuros protagonistas da Fórmula 1.

A trajetória seguiu em ascensão: vice-campeão da GP2 em 2007 e terceiro colocado em 2009, o brasileiro chegou à Fórmula 1 em 2010, pela Virgin Racing. Anos depois, também deixou sua marca no Mundial de Endurance, sagrando-se vice-campeão e se tornando, até hoje, o melhor brasileiro na história das 24 Horas de Le Mans, com três pódios na prova mais tradicional do automobilismo de resistência.

O legado na Fórmula E

Nenhuma fase, porém, definiu tanto a carreira de Di Grassi quanto sua ligação com a Fórmula E. Envolvido no projeto antes mesmo da criação oficial da categoria, o brasileiro venceu a primeira corrida da história do campeonato, em Pequim, em 2014. Ao longo de 12 temporadas, foram 14 vitórias e dezenas de pódios, culminando no título mundial de 2016/17 - o maior triunfo de sua carreira. A vitória mais recente aconteceu há dois meses, na China, quando largou em último e venceu de forma espetacular, dando à jovem equipe Lola Yamaha seu primeiro triunfo no campeonato.

Uma despedida sem o resultado esperado

Nas duas corridas finais do fim de semana em Londres, no entanto, a sorte não acompanhou o simbolismo do momento. Na primeira prova, um problema no motor travou o acelerador em uma curva e tirou Di Grassi da disputa. Na segunda, disputada no domingo, uma falha eletrônica encerrou sua participação antes da bandeira quadriculada. Ainda assim, o resultado em pista pouco diminui o significado de uma carreira que ajudou a moldar o automobilismo elétrico e projetou o Brasil em categorias das mais exigentes do mundo.