Lucas Di Grassi encerrou neste domingo (16), em Londres, sua trajetória como piloto profissional. Aos 42 anos, o brasileiro disputou sua última rodada dupla pelo Mundial de Fórmula E, categoria que ajudou a construir desde os bastidores e que marcou a fase mais vitoriosa de sua carreira. A despedida reuniu, além do paddock e da torcida, as duas pessoas mais próximas de sua jornada: Vito e Leo, pai e filho do piloto.
O automobilismo sempre ocupou um espaço central na vida de Di Grassi, e não por acaso o esporte a motor segue conquistando públicos cada vez mais diversos, incluindo fãs que também acompanham o universo dos esportes eletrônicos, onde plataformas como a que oferece apostas dota 2 têm ampliado o interesse por competições de alta performance. Foi em 1994, no Kartódromo de Itu, que o então garoto de 10 anos disputou sua primeira corrida oficial. Dali em diante, consolidou-se como um dos maiores talentos do continente, somando títulos nacionais e internacionais ainda na categoria de base.
A ascensão internacional
Em 2002, Di Grassi foi vice-campeão brasileiro de Fórmula Renault. No ano seguinte, terminou em segundo lugar na Fórmula 3 Sul-Americana, resultado que abriu portas para o exterior. O ápice dessa fase veio com o título mundial de Fórmula 3, conquistado no tradicional GP de Macau - prova que já teve nomes como Ayrton Senna e Michael Schumacher entre seus vencedores. Naquela edição, Di Grassi dividiu o pódio com Robert Kubica e Sebastian Vettel, futuros protagonistas da Fórmula 1.
A trajetória seguiu em ascensão: vice-campeão da GP2 em 2007 e terceiro colocado em 2009, o brasileiro chegou à Fórmula 1 em 2010, pela Virgin Racing. Anos depois, também deixou sua marca no Mundial de Endurance, sagrando-se vice-campeão e se tornando, até hoje, o melhor brasileiro na história das 24 Horas de Le Mans, com três pódios na prova mais tradicional do automobilismo de resistência.
O legado na Fórmula E
Nenhuma fase, porém, definiu tanto a carreira de Di Grassi quanto sua ligação com a Fórmula E. Envolvido no projeto antes mesmo da criação oficial da categoria, o brasileiro venceu a primeira corrida da história do campeonato, em Pequim, em 2014. Ao longo de 12 temporadas, foram 14 vitórias e dezenas de pódios, culminando no título mundial de 2016/17 - o maior triunfo de sua carreira. A vitória mais recente aconteceu há dois meses, na China, quando largou em último e venceu de forma espetacular, dando à jovem equipe Lola Yamaha seu primeiro triunfo no campeonato.
Uma despedida sem o resultado esperado
Nas duas corridas finais do fim de semana em Londres, no entanto, a sorte não acompanhou o simbolismo do momento. Na primeira prova, um problema no motor travou o acelerador em uma curva e tirou Di Grassi da disputa. Na segunda, disputada no domingo, uma falha eletrônica encerrou sua participação antes da bandeira quadriculada. Ainda assim, o resultado em pista pouco diminui o significado de uma carreira que ajudou a moldar o automobilismo elétrico e projetou o Brasil em categorias das mais exigentes do mundo.